Opinião


Roberto P.O.

O resgate do “verde e amarelo”

Foram momentos difíceis, os últimos vividos pela nação brasileira, com o evento do impeachment da presidente Dilma.
Com certeza, nenhum brasileiro se sente alegre por afastar um Presidente da República de suas funções legais. O ideal seria estarmos elogiando, mesmo que este governo não fosse aquele que escolhemos nas urnas.
Mas há momentos em que é preciso tomarmos remédios amargos, para tentarmos curar uma doença, que está nos envenenando e nos levando para um estado de coma, como foi o caso do governo petista da Dilma, se continuasse no poder.
A degradação se iniciou na metade do segundo mandato do governo Lula, que teve como partida o seu desgarramento da população e de condutas republicanas, na tentativa de se manter no poder, sem se importar com os meios empregados.
Tais condutas degradantes, se tornaram visíveis com o processo 470, que ficou conhecido como “Mensalão”, no Supremo Tribunal Federal, no qual, foram condenados por corrupção, vários políticos, entre eles, o Ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, José Genoino, Presidente do PT, assim como Delúbio Soares tesoureiro do partido, entre outro.
Nem bem a poeira baixou e o país enfrenta outro escândalo que ficou conhecido como Petrolão, desta vez o maior da história, envolvendo a Estatal Petrobras, com bilhões desviados.
Novamente o PT, aliados e dezenas de políticos, empresários, empreiteiras e lobistas, sendo envolvidos, alguns deles já condenados, no “Mensalão” como é o caso do Ministro Jose Dirceu, e curiosamente mais um tesoureiro do PT, João Vaccari, é condenado.
Por outro lado, o ex-presidente Lula sendo réu, acusado de obstruir a Justiça ao atuar na compra de silêncio de Nestor Cerveró (diretor da Área Internacional da Petrobras), embaraçar investigação que envolve organização criminosa; patrocínio infiel e exploração de prestígio, além de estar sendo investigado por ser o dono de sítio em Atibaia que frequenta, recebido como vantagem indevida de empreiteiras e de ter ocultado tal patrimônio, assim como o triplex no Guarujá.
Por fim, a presidente Dilma sofre o impeachment, por crime de responsabilidade em relação a atrasos no pagamento de dívidas da União, com bancos públicos, referentes ao Plano Safra, considerados como operações de crédito e pelos decretos de créditos suplementares, sem a aprovação parlamentar, cuja edição é apontada como tendo ignorado e comprometido a meta fiscal do ano de 2015.
Mas os efeitos causados pela gestão petista irresponsável, principalmente nos governos Dilma, foram cruciais para o seu afastamento.
A administração desastrosa, recheada de atitudes populistas, fisiológicas, gastos além da capacidade, a absoluta falta de transparência, a arrogância, o estelionato eleitoral, levaram o país ao fundo do poço e a presidente Dilma, ao impeachment.
Não foi um golpe, como alega a presidente e seus aliados, que a afastaram da presidência, e sim, o povo, que desde 2013 foi para as ruas, foram os quase 12 milhões de desempregados, foram as mentiras, o caos econômico o combustível para o impeachment.
Agora é hora de união em prol do país, apoiarmos o novo governo, para que possa nos tirar deste buraco.
Na verdade o impeachment não foi golpe e sim, o resgate do “verde e amarelo”.

 


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