Opinião


29 DE  SETEMBRO DE 2017 – TÍTULO
Dr. Brasil Salomão - 26/09/2017

 

            Vou falar de um dia, muitíssimo especial, na minha vida. É o 29 de setembro de 2017, quando me tornei, na Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto, CIDADÃO RIBEIRÃO-PRETANO, pelo recebimento do TÍTULO próprio, como conseqüência  do Decreto Legislativo n. 161/2016, de 03 de agosto de 2016, de autoria dos Vereadores Dr Jorge Parada e homem de imprensa Dr Coraucci Netto ( edil em 2016).
            Trata-se de uma imensa alegria, pois, Ribeirão Preto foi a cidade onde, há 50 anos, casado com Lucya Helena, nasceram os filhos Marcelo Viana Salomão e Simone Viana Salomão, além dos netos Arthur Viana Salomão Buzato, João Pedro Scozzafave  Salomão e Joaquim Scozzafave Salomão.
            Ribeirão Preto representou o fim de uma vida cigana, pois, em decorrência da carreira de funcionário público estadual, do meu pai, José Pedro Salomão, residi e estudei ( sempre em escolas públicas) em inúmeras cidades.
            Nascimento em 18 de novembro de 1941 ( com 75 anos e às portas dos 76), na cidade de Pinhal ( hoje denominada Espírito Santo do Pinhal), na Baixa Mogiana, entre Mogi Mirim e São João da Boa Vista, tudo no Estado de São Paulo.
            Com 3 anos a 1ª mudança: para Campinas onde, em 1948, cursei o 1º ano do Grupo Escolar Castorina Cavalheiro, até o mês de julho. Aí, nova mudança, para Monte Aprazível, onde completei o 1º ano, no Grupo Escolar Estadual local, e, também concluí até ao 4º ano do “então” primário.
            Nova mudança, em fins de 1952, para Araraquara, e, ingresso (em janeiro de 1953) na 1ª série do Ginásio Estadual Bento de Abretu, a qual cursei, por inteiro. Em janeiro de 1954 mudança para Ribeirão Preto, SP, e ingresso na 2ª série do Ginásio Estadual Otoniel Mota. A seguir, início de 1953, meu pai é removido para Rio Claro onde ficamos até julho de 1954, cursando, então, o Ginásio do Estado Joaquim Ribeiro, a 3ª série completa e metade da 4ª.
            Por derradeiro, mudança para São José do Rio Preto onde, no Ginásio Estadual Monsenhor Gonçalves, conclui a última metade da 4ª série ginasial e o colegial. Vida de cigano mesmo, mas, deixando em cada cidade, em cada sala de aula, alguns valiosos amigos, cujos laços são mantidos até hoje.
            Assim, residi nessa linda Ribeirão Preto durante todo o ano de 1954, mas, voltando em fins de 1962, para prestar o exame vestibular na Faculdade de Direito Laudo de Camargo, onde ingressei em fevereiro de 1963 concluindo  o curso em 1967, ao mesmo tempo em que ingressei na carreira de Exator, da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, onde permaneci até março de 1968, quando solicitei exoneração para o exercício da advocacia.
            Pois bem, residindo aqui, em definitivo, desde fins de 1962, encontrei um porto seguro, e, deixando de lado a – involuntária – vida de cigano. Devo a Ribeirão Preto, sua gente (agora meus conterrâneos), sua força econômica, o que foi possível construir: uma família, um lar no exato sentido da palavra, uma vida profissional na advocacia, a qual exerço faz 49 anos.
            Devo tudo a Ribeirão Preto e, assim, uso o espaço do ENFOQUE  não só para agradecer, mas, sobretudo, para fazer uma declaração de amor: AMO RIBEIRÃO PRETO, agora, minha cidade natal! Agora, o meu porto definitivo!

Dr. Brasil Salomão - adv  <brasil@brasilsalomao.com.br


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