Opinião


Vigilantes e Vigiado
Dr. Brasil Salomão
 

                    Os fatos mais recentes sobre a atividade dos poderes Executivo e Legislativo demonstram que, nos últimos anos, talvez desde a vinda da Família Real ao Brasil, a desonestidade dos gestores, foi a regra geral.
            Na escala de valores, em montante maior por parte da Área Federal, e., em proporções menores junto aos Estados, Distrito Federal e os mais de 5.000 Município brasileiros.
            De qualquer forma, foram duas as consequências, da vinda desses fatos à tona, ao conhecimento público, ainda que através de uma imprensa tendenciosa e selecionadora de notícias, conforme sua linha política: a primeira é a esperança de que as descobertas e as sanções aos que procederam mal sirvam para diminuir, em muito, a repetição das condutas ( gostaria de dizer “acabar” no lugar de “diminuir”, mas seria excesso de otimismo).
            A segunda é que passamos a ter um roteiro, bem definido, quanto aos novos pleitos, não mais elegendo aqueles envolvidos nos ataques aos cofres públicos, muitos deles agora conhecidos.
            Assim, a classe política passou a ser BEM VIGIADA, e, os políticos, individualmente, sabem que são, no momento, os vigiados.
            Aí, todavia, corre-se o risco de saber quem são os vigilantes, além de cada um de nós, mais conhecidos como POVO.  Sabidamente, doravante, os primeiros vigilantes seremos nós, e, com o título de eleitor à mão. Sem nenhum poder de sanção, de punição, nós, POVO/VIGILANTE, dispomos, exclusivamente, do voto.
            Quem está, efetivamente, exercendo a atividade de VIGILANTE, sem dúvida, é o Poder Judiciário. Pode averiguar, determinar diligências, obrigar a depoimentos até com conduções coercitivas, aplicar sanções, homologar acordos onde se troca a pena de prisão por denúncias e devolução de valores, etc.
            Reconhecida no Poder Judiciário a postura de VIGILANTE maior e mais poderoso, precisamos voltar aos ensinamentos de Platão, quando diz : QUEM VIGIARÁ O VIGILANTE? Isso porque, lamentavelmente, algumas posturas, algumas decisões tomadas como VIGILANTES, deixaram a Nação descontente, preocupada, e, vacilante quanto à fé de que o Poder Judiciário era composto, só, de vestais! Se o Poder Judiciário representava, até recentemente, a figura de VIGILANTE PROBO, e, cujas condutas eram, sempre, POLITICAMENTE CORRETAS, necessário recordar o conceito de “politicamente correto”.
            Na Universidade de Griffith, na Austrália, há um concrso anual sobre a definição mais apropriada para um termo contemporâneo. Este ano, o termo escolhido foi “POLITICAMENTE CORRETO”. O estudante vencedor escreveu, o que, adiante, literalmente, transcrevemos:
“ Politicamente correto é uma doutrina, sustentada por uma minoria iludida e sem lógica, que foi rapidamente promovida pelos meios de comunicação (também iludidos e sem lógica) e que sustenta a idéia de que é inteiramente possível pegar num pedaço de merda pelo lado limpo”
            É o que temos, no momento. Todos os poderes da República, que deveriam ser os Vigilantes, precisando, muito, ser vigiados! e, conforme o caso, sendo punidos com o uso do voto!

Dr. Brasil Salomão - adv  <brasil@brasilsalomao.com.br


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