Opinião


Brasil Salomão

MEU  IRMÃO    ALBERTO  ABBUD

Corria o 2º semestre de 1962, quando me mudei para Ribeirão Preto, para fazer o Curso de Inglês Preparatório para o Vestibular da Faculdade de Direito Laudo de Camargo.  Turma de 15 alunos, sala em cima do “LANCHES PAULISTA”, hoje PINGUIM, “Professor Marturano”.
            Aí conheci Alberto Abbud, além de novos amigos como Fernando  Marzola, Moisés Borragini, Cagi, Carlos Alberto Toledo, Ricardo Marchi, Dáviu Corrêa.  Todos disputando as mesmas vagas do vestibular, mas, com muita lealdade nas relações. Com exceção do Dáviu, os demais fomos aprovados para a 3ª Turma, com início em fevereiro de 1963 e término em 1967. .


            A amizade iniciada no “Cursinho” se aprofundou com o convívio dos 5 anos vividos na Faculdade, e, sobretudo com o Alberto Abbud, único de nós, então, já com a vida definida economicamente, como representante da família ‘JOAQUIM FRANCISCO DA CUNHA DINIZ JUNQUEIRA’. Era gestor dos imóveis da Família em Ribeirão Preto, e, também, encarregado da construção de casas na “Vila Lobato”, continuação da Vila Tibério.  Edificou, nessa tarefa, mais de 100 casas (não havia BNH e COAHB), em atividade pioneira. Algumas alugadas e grande parte vendidas com longos financiamentos.
            Morava em prédio assobrado, na mesma Vila Lobato, rua Constituição, tinha um Volks ( da Família Cunha Diniz Junqueira) e alto salário.  Uma exceção entre nós iniciantes   do Curso de Direito.  Como era solteiro, sua residência se tornou o nosso ‘centro de estudos’, onde nos reuníamos para examinar as matérias novas, preparar trabalhos, e, principalmente, estudar para as provas que eram bimestrais. Acabei  ali morando por mais de 1 ano o que representou uma grande economia.


            Em, 1966, cursando o 4º ano da Faculdade,  percebemos, o Abbud, o Fernando Marzola e o Moisés, que havia espaço para prestarmos serviços aos demais acadêmicos, no sentido de providenciarmos a Carteira e Solicitador (hoje denominado “Estagiário”).Alugamos  pequena sala no Edifício DIEDERICHESEN, com meia-porta de “vai e vem”, muito semelhante às dos salões dos filmes de ‘caubói. Nela pintamos o nome da  sociedade:‘FEBRAM’ (iniciais de Fernando, Brasil, Abbud e Moisés).  Depois de 6 meses, com bons resultados econômicos,  fechamos porque foi alterada a forma de entrega das Carteiras de Solicitador e de Advogado. 


            Arrendamos juntos, Abbud e eu, o ‘bar’ do Centro Acadêmico 1º de Setembro, da Faculdade de Direito, que exploramos por quase 2 anos, durante o curso, e, que mais ainda aproximou nossa amizade. Era o  “BRABUD’S BAR”.
            Em 1968, logo após as festas de formatura da 3ª Turma, alugamos, aí só Abbud e Brasil, uma sala “304-A”, no Edifício da Associação Comercial, e montamos nosso 1º Escritório de Advocacia. Logo depois, passamos para o recém construído Edifício Padre Euclides, e demos origem a  “Brasil Salomão e Matthes Advocacia”, com a preciosa ajuda do Antonio Carlos Próspero, o Caio, que adentrava o 1º ano da Faculdade. 


            O convívio fraterno continuou mesmo depois de formados, constituindo cada um sua Família. Um grande amigo de todas as horas. Um grande irmão. Pessoa dotada de todas as qualidades cristãs imagináveis. Era BOM, do BEM.. Agora, resolveu partir para o outro lado da vida, deixando a esposa Kátia e os filhos Adriana e Eduardo, casamento de 50 anos, do qual fui padrinho.  Perdi, momentaneamente, um irmão.   O melhor irmão que qualquer pessoa poderia ter!

Brasil PP Salomão - adv  <brasil@brasilsalomao.com.br


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